GRUPO 5 - NOTURNO

 

Grupo 5

Miquéias, Beatriz B. e Paulo Ricardo



Recursos Textuais: Coesão e coerência; clareza e adequação.


Tema proposto:  Literatura e Ditadura: Resistência e Exercício de Memória.




    A literatura durante a ditadura foi um meio de denunciar as atrocidades que ocorreram naquela época e ainda uma forma de evitar a repressão imposta pelos ditadores. Através das obras de pessoas que se opuseram a esse regime podemos nos aproximas do frequente medo vivido naqueles dias. É, portanto, nos textos literários que se mantém vivo o aspecto humano e pessoal desta tragédia.
    Em meio a isto havia perseguição e tortura àqueles que se voltavam contra o regime. Durante este período a impressa foi alvo de censura, a fim de garantir que esses portadores de informação não desestruturassem o poder dos opressores. Apesar disso muitos artistas traziam em suas obras denúncias políticas de forma velada. "Uma vez que os meios de comunicação estavam censurados, a literatura assumia a função informativa que lhes estava impedida" (VIDAL, 2003: 01).
    Embora o aspecto cultural da ditadura tenha ficado marcado pelas manifestações de arte feitas através de música, filme, teatro etc, existem sim obras literárias que trazem uma vertente não só artística como também crítica dessa época. Como o romance “Pessach- A travessia’’ de Carlos Heitor Cony, 1966 e “Quarup” de Antonio Callado, 1967. Foram livros duramente criticados ao longo da década de 60.
   Pessach – Este romance conta a história de um intelectual que era um crítico da luta armada, porém entra em uma guerrilha como ato de liberdade e pensamento, era um jovem muito inteligente durante todo o romance e sempre tomava decisões baseadas em racionalidade e lógica sem se desviar de seus princípios.

    Quarup – Conta a história de um padre chamado Nando, que entra em contato com as classes populares que deixa de lado suas ideias e pensamentos para ajudar na luta armada de um jovem camponês.


    Concluímos assim que a literatura do período do regime militar nos permite o aprofundamento e a visão daqueles que vivenciaram a ditadura e que se firmam como resistência perante as barbaridades que ocorreram, ainda se faz como exposição dos fatos que sucederam. Se tornando assim uma importante peça para a memória desses anos. 


Referências:

CZAJKA, Rodrigo. Intelectuais, literatura e imprensa no pós-golpe. História Unisinos, v. 18, n. 03, p. 498-505, 2014. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/114933. Acesso em: 25 de outubro de 2021.

DOMENECK, Ricardo. A literatura brasileira sob regimes autoritários. 2014. Disponível em: https://p.dw.com/p/1BZTM. Acesso em: 24 de outubro de 2021.

MEMÓRIAS DA DITADURA. Literatura. Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/literatura/. Acesso em: 25 de outubro de 2021. 

VIDAL, Paloma. Literatura e ditadura: alguns recortes. 2003. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/3551/3551.PDF. Acesso em: 24 de outubro de 2021.




Comentários

  1. Grupo 2 Esdras, Ana Luiza, Katiusha, Maria de Fátima, Mariana Paz.

    Olá! Achamos muito legal da parte do grupo ressaltar o trecho de VIDAL que fala sobre como a literatura assumia a função informativa impedida na época. A ditadura no Brasil foi um período muito difícil e de tamanha censura. É bonito como a literatura é resistência e educação. Nós, jovens, podemos ter a oportunidade de aprender sobre esse período sombrio que marca a nossa história. Isso não é magnífico? Muitas pessoas lutaram para termos esse direito hoje.

    Ótimo blogpost!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

GRUPO 7 - MATUTINO

GRUPO P: DAYSE E PEDRO - LITERATURA PRA QUÊ?